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19 de abril de 2018

Postada em 16/01/2018 ás 09h10
Surto de Febre Amarela no País
Não faltarão vacinas contra a febre amarela”, garante ministro da Saúde

Publicada por: Seja Correspodente

Fonte: Jovem pan

Surto de Febre Amarela no País

Foto(reprodução)

Na última semana, o ministro da Saúde fez um grande anúncio sobre o fracionamento da vacina contra a febre amarela, o que possibilitaria que mais pessoas fossem imunizadas contra a doença. Enquanto isso, Estados e municípios encontram dificuldades em atender a demanda crescente na procura pela vacinação.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro Ricardo Barros garantiu que não faltam vacinas contra a doença no País, mas ponderou que a disponibilidade não é imediata.

“Temos capacidade de imunizar a todos. É preciso que pessoas, que estão em cada Estado onde decidiu que deve haver vacinação de toda a população, se apresente aos postos de vacinação. E muitos municípios que não estão recomendados estão se apresentando e vamos fazer a cobertura vacinal, mas como não estavam previstas, há um certo tempo para que a gente desloque o estoque de vacinas. Não há disponibilidade imediata, mas não faltam vacinas no Brasil”, explicou. “População, fique absolutamente tranquila, não faltarão vacinas contra a febre amarela”, garantiu.

Barros ressaltou ainda que a vacina possui efeitos adversos, já que é composta do vírus vivo, desta forma, pessoas com baixa imunidade ou alergia a ovo podem acabar desenvolvendo a doença ao serem vacinados.

Sobre o fracionamento das vacinas, o ministro disse haver quantidade suficiente de imunizantes e que agora há a exigência das seringas de 0,1 ml, que já estão sendo distribuídas aos Estados.

“Há plano de antecipação de campanha de fracionamento. São Paulo e Rio de Janeiro estudam a antecipação. O RJ estuda iniciar no próximo sábado, já SP ainda faz avaliação de logística, treinamento de equipe e o secretário David Uip deve definir a data”, disse o ministro.

Sobre os casos recorrentes de febre amarela constatados diariamente, Ricardo Barros disse serem resultados de pessoas que viajaram para áreas de risco, não estavam vacinadas, e voltaram para seus locais de origem.

“Estamos vacinando populações em torno de novas áreas de mata onde o vírus passa a circular. Como não podemos, em princípio, antecipar as áreas onde haverá circulação do vírus, utilizamos a episotiase, que seria a vigilância da morte dos animais silvestres. E identificando a febre amarela, fazer isolamento de onde não há a circulação permanente do vírus que existe no Brasil desde sempre e continuará existindo”, disse.

Ricardo Barros ainda aproveitou para pedir que a população continue no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

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