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Postada em 02/02/2018 ás 11h27
"A justiça virá", diz irmã de economista morto em suposto suicídio no Piauí
O Tribunal do Júri que julgará a morte do economista, José Afonso Vieira dos Santos Júnio

Publicada por: Neto Pereira

Fonte: Cidade Verde Teresina

Imagem Divulgação (Crédito: Divulgação)

O Tribunal do Júri  que julgará a morte do economista, José Afonso Vieira dos Santos Júnior, foi adiado para o dia 27 de março deste ano. Para os familiares da vítima o adiamento “é mais uma tentativa da acusada não responder pelo crime, mas a justiça virá”.A espera já dura mais de 11 anos.

A ré, que é ex-esposa de Afonso Júnior, Cybelle Moura de Carvalho, aguarda o julgamento em liberdade. O crime ocorreu no dia 16 de outubro de 2006, no bairro Primavera, zona Norte de Teresina.  

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a mãe conseguiu juntar provas e, após investigações, constatou-se que houve um homicídio qualificado. O corpo do economista chegou a ser exumado. 

A irmã de Afonso Júnior, Andrea Lopes, disse ao Cidadeverde.com que “o júri foi adiado tendo como justificativa da parte acusada a mudança de advogado, na semana antes da data do julgamento, e ele precisaria de um tempo para estudar o processo”.

“Infelizmente, a justiça tem uns ‘atalhos’ que abre precedentes para adiar julgamentos e atrasar processos. É tudo muito lento.  Processos  chegam a perder prazo. Foi uma vida que se foi, não foi nada material. Queremos justiça. Ele foi assassinado, alguém tem que pagar por isso”, lamentou a irmã.  

“Meu irmão não tinha depressão, doença, dívidas. Nada. Era um cidadão, economista, fazia mestrado, professor universitário. As fotos do processo feitas pela perícia mostram ele amarrado por um fio de telefone, ensanguentado, e na exumação foi encontrado veneno de rato no estomago”, complementou Andrea. 

Ela disse ainda que dois meses antes de ser morto, o economista chegou a procurar uma advogada, que é testemunha do caso, para fazer a anulação do casamento. “Queriam sepultar o meu irmão antes da gente chegar em Teresina. Na época, eu estava em São Luís e minha mãe em Palmas na casa do meu outro irmão”, contou Andrea. 

A família informou que a ex-esposa chegou a realizar saques da conta do economista, após a morte da vítima, e entrou com pedido de pensão.  “Eles já estavam separados de corpo havia dois meses. Separaram em agosto, e ele foi morto em outubro de 2006”. 

A mãe do economista, Irismar Lopes, diz que nunca perderá a esperança dos envolvidos na morte do seu filho paguem pelo crime. “Eu vou lutar sempre. São 11 anos de espera. Deus vê tudo e lei dele é justa”, declarou a mãe. 

O Cidadeverde.com tentou contato com o advogado da ré, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. 

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