Teresina - PI

Min 22ºMax 31º

25 de maio de 2018

Cocal

Cocal

Evaldo Neres Notícias de Cocal e Região

[email protected]

(86) 99919-1492

Postada em 14/05/2018 ás 15h05 - atualizada em 14/05/2018 ás 15h13
Pré-natal previne agravamento de síndrome hipertensiva
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a pré-eclâmpsia é responsável por 14% dos casos de óbito materno no mundo, sendo que no Brasil é atualmente a principal causa de óbito nessa população

Publicada por: Evaldo Neres

Fonte: AI Comunicações

Pré-natal previne agravamento de síndrome hipertensiva

Obstetra Henderson Retrão

Síndrome hipertensiva que acomete até 8% das gestantes, a pré-eclâmpsia exige uma série de cuidados médicos, de modo a evitar complicações durante a gravidez, garantindo a segurança materna e do bebê. O especialista Henderson Retrão, obstetra do Hospital Rio Poty, explica como o problema surge e quais pacientes podem ter maior predisposição à doença. 

“A causa da doença ainda é desconhecida e pode estar relacionada a fatores placentários, imunológicos, alterações inflamatórias ou endoteliais, predisposição genética, fatores nutricionais e estresse. As pacientes que podem ter maior predisposição são as com idade materna superior a 35 anos e menor que 18 anos, obesas, gestação gemelar, história familiar ou pessoal de pré- eclampsia, diabetes, lúpus, hipertensão arterial crônica e trombofilias”, esclarece o especialista.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a pré-eclâmpsia é responsável por 14% dos casos de óbito materno no mundo, sendo que no Brasil é atualmente a principal causa de óbito nessa população. O obstetra ressalta que a realização do pré-natal é imprescindível para evitar que a doença evolua para formas mais graves. “A pré-eclâmpsia pode evoluir para formas mais graves como a eclâmpsia (hipertensão associada a convulsão), podendo gerar risco de morte para a mãe e para o feto, sendo importante o diagnóstico precoce.  Além da rotina de pré-natal, as gestantes com risco de desenvolver a doença devem se consultar com mais frequência, controlar o peso, aferir a pressão com mais regularidade e realizar exames para pesquisa de proteinúria”, indica.

O especialista orienta que depois de instalada a doença, medidas como repouso, dieta pobre em sódio, sedativos ou medicações hipotensoras podem ser utilizados com intuito de prevenir as crises convulsivas, controlar o crescimento e vitalidade do feto e postergar a interrupção do parto, evitando as complicações associadas a uma possível prematuridade. “É importante salientar que a pré-eclâmpsia regride espontaneamente após a retirada da placenta”, disse. 

Henderson Retrão aponta que as gestantes devem procurar seu ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica, comparecer a todas as consultas de pré-natal e seguir rigorosamente as orientações. Fazer exercícios físicos orientados, reduzir o sal nas refeições e lembrar sempre que a pré-eclâmpsia é uma doença insidiosa que pode ser assintomática e evoluir da forma leve para a forma complicada, desde que não haja os cuidados necessários.

Veja também
Prefeito e vice
Vereadores
Mais lidas da semana
Empresas destaques
© Copyright 2018 - Portal Estado Piauí - Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium