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Postada em 28/06/2018 ás 15h05 - atualizada em 28/06/2018 ás 15h08
Médica alerta para os riscos do tabagismo
Em Teresina, 5,3% da população adulta é fumante

Publicada por: Evaldo Neres

Fonte: AI Comunicações

Médica alerta para os riscos do tabagismo

Médica alerta para os riscos do tabagismo/foto: Dr. Bartô

Dados inéditos do Vigitel 2017 (sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico) indicam que Teresina é a quarta capital do país com menor frequência em consumo de tabagismo. O estudo mostra que na capital piauiense 5,3% dos adultos são fumantes; o índice é menor em Salvador (4,1%), Aracaju (4,8%). Ao todo, a média nacional é de 10,1%, assim sete cidades superam esse número (Curitiba 15,6%, São Paulo 14,2%, Porto Alegre 12,5%, Distrito Federal 11,7%, Florianópolis 11,7%, Campo Grande 11% e Rio Branco 10,7%).

Apesar do índice em Teresina ser inferior à média nacional, é necessário que a população fique atenta aos riscos do tabagismo. Nesse sentido, Martha Guimarães, clínica geral do Hapvida, sintetiza que, geralmente, o perfil de um fumante é de uma pessoa hipertensa, dislipidêmica, sedentária, ansiosa e, por vezes, diabética, portanto, com grande possibilidade de evoluir com acidente cardiovascular. "Isso, sem deixarmos de mencionar patologias pulmonares, como neoplasias malignas”, indica.

 Com os riscos inerentes à condição de fumante, principalmente quando se alia ao sedentarismo, a médica do Hapvida aponta para a importância de uma orientação adequada desde a infância. “Sempre procuro alertar aos meus pacientes sobre a importância de abandonar esse mau hábito que, além do câncer, também pode causar doenças cardiovasculares severas, levando à morte. O processo educativo e de orientação deve ser iniciado ainda na fase escolar, para que as crianças e os adolescentes de hoje, não se tornem dependentes no futuro. Hoje, sabemos que o tabagismo é uma doença epidêmica, pois causa dependência física e psicológica, em função da nicotina”, comenta.

A clínica geral Martha Guimarães destaca que o cigarro causa, ainda, o aumento dos triglicerídeos (um tipo de gordura no sangue), reduz a quantidade do "bom" colesterol (HDL), tal como ajuda a bloquear o fluxo sanguíneo. "As substâncias químicas do cigarro danificam as células que revestem os vasos sanguíneos e aumenta significativamente o acúmulo de placas de gordura, além de causar o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que contribui, por exemplo, para os infartos”, alerta.

//Tabagismo em Teresina. 

O demonstrativo do Ministério da Saúde ainda realiza o detalhamento do tabagismo por sexo; em Teresina, o índice de homens adultos fumantes é de 7,7%, enquanto o de mulheres é de apenas 3,3%. Em âmbito geral, as informações reverberadas pelo MS sintetizam que a frequência do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras reduziu em 36%, no período de 2006 a 2017.

Além desse indicativo, o Ministério da Saúde revela que, quando separado por gênero, a frequência de fumantes, em 2017, é maior no sexo masculino (13,2%) do que no feminino (7,5%). Já o consumo por faixas etárias de 18 a 24 anos (8,5%) e 35 a 44 anos (11,7%) apresentaram um pequeno aumento em relação ao ano anterior, quando foram registrados 7,4% e 10%, respectivamente.

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