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Postada em 29/07/2018 ás 02h02
Grave, botulismo exige tratamento imediato
O botulismo é uma doença rara, mas que pode ocorrer em qualquer parte do mundo.

Publicada por: Evaldo Neres

Fonte: AI Comunicações

Grave, botulismo exige tratamento imediato

Grave, botulismo exige tratamento imediato/Imagem: Desciclopédia

Doença bacteriana rara, que exige tratamento imediato, o botulismo ainda é pouco conhecido da população em geral. Neste sentido, agir com celeridade quando se apresenta os sintomas se torna primordial para o tratamento, cada minuto é importante para evitar o risco de vida. “O botulismo é uma doença infecciosa, porém não contagiosa (não é transmissível entre pessoas), causada pela ação de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum. O botulismo é uma doença rara, mas que pode ocorrer em qualquer parte do mundo”, indica o clínico geral do Hapvida, Paulo Sampaio.

O médico reitera que apesar de ser pouco comum, o botulismo é uma doença preocupante, pois os pacientes contaminados apresentam elevada mortalidade e precisam iniciar tratamento rapidamente. “O botulismo é, portanto, uma emergência médica. A doença não é provocada diretamente pela bactéria, mas sim pelas neurotoxinas por ela produzidas”, destaca.  

Existem basicamente três formas de se adquirir o botulismo: botulismo alimentar, botulismo por ferimentos e botulismo intestinal (também chamado de botulismo infantil). No que se refere ao botulismo alimentar, o profissional do Hapvida destaca os principais sintomas. “O botulismo é uma doença de início súbito e progressivo, caracterizado por sintomas gastrointestinais e neurológicos. As manifestações gastrintestinais costumam ocorrer no início do quadro, mas isso não é obrigatório. Os sintomas mais comuns são: náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal”, disse.

Já no que se refere ao botulismo por ferimentos, o médico sintetiza que o quadro clínico é praticamente igual ao botulismo alimentar, exceto pelo período de incubação mais longo e ausência de sintomas gastrointestinais. A febre pode ocorrer também, mas ela costuma ser devido à infecção da ferida e não pela ação direta das toxinas.

Por fim, no botulismo infantil, que ataca preferencialmente os bebês e manifesta-se geralmente com constipação e irritabilidade, que evoluem para sinais neurológicos, como dificuldade de controlar os movimentos da cabeça, sucção fraca, engasgos, choro fraco, prostração e paralisias bilaterais descendentes, que podem provocar paradas respiratórias.

TRATAMENTO – Paulo Sampaio ressalta que todo paciente com suspeita de botulismo deve ser imediatamente internado para acompanhamento da função respiratória; assim, existe um antídoto para a toxina botulínica, chamado soro antibotulínico (SAB). Este tratamento, porém, só atua contra a toxina circulante no sangue, ou seja, contra aquelas que ainda não se fixaram aos nervos. Portanto, quanto mais precocemente o soro antibotulínico for iniciado, maior será a sua eficácia. Além disso, antibióticos, como a penicilina, podem ser usados nos casos de botulismo por feridas, ajudando a eliminar qualquer bactéria que esteja se reproduzindo dentro das lesões. Nos pacientes alérgicos à penicilina, o Metronidazol é uma opção.

Em geral, a maioria dos pacientes que recebem atendimento médico e cuidados respiratórios precoces apresentam uma recuperação completa ou quase completa, podendo voltar a exercer qualquer tipo de atividade. Por outro lado, os pacientes com doença grave e/ou demora no início do tratamento poderão permanecer com sequelas. O botulismo não fornece imunização permanente. Uma mesma pessoa pode ter botulismo mais de uma vez na vida.

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