Teresina - PI

Min 23ºMax 37º

24 de setembro de 2018

Cocal

Cocal

Evaldo Neres Notícias de Cocal e Região

[email protected]

(86) 99919-1492

Postada em 04/01/2018 ás 17h19
Geladeiras para conservação de corpos do IML de Teresina sofrem nova pane
Problema é recorrente e gera transtornos para população. Sindicato denuncia condições precárias no Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística do Estado.

Publicada por: Evaldo Neres

Fonte: G1

Geladeiras para conservação de corpos do IML de Teresina sofrem nova pane

Geladeiras sofreram pane no IML de Teresina

De acordo com o Sindicato dos Peritos Oficiais do Piauí (Sindiperitos-PI), a falta de um redimencionamento de carga elétrica tem causado panes constantes nas geladeiras do Instituto Médico Legal de Teresina, onde ficam os cadáveres à espera de liberação para o sepultamento. O problema faz com que os corpos entrem em estado de decomposição, e de acordo com Jorge Andrade, presidente do Sindiperitos, traz prejuízos enormes para as investigações criminais do estado.

"Muitos desses casos que são denunciados, como por exemplo o mau cheiro em volta do IML, por conta do acumulo de cadáveres, se dá por conta dessa falta de estrutura e de equipamentos necessários, como geladeiras adequadas em locais adequados e laboratórios para processamento das amostras coletadas”, enumera o sindicalista.

De acordo com Jorge Andrade, o Governo do Estado havia prometido realizar concurso público para aumentar o número de pessoal e fazer investimentos na estrutura e equipamentos do IML e do Instituto de Criminalística do Piauí. “O edital era para dezembro de 2017. Só que todas essas promessas, inclusive o concurso público, de melhorias na estrutura da perícia não foram concretizadas. Então nós continuamos com o IML e a criminalística em situação precária e a população é quem sofre com essa situação”, disse.

Geladeiras sofreram pane no IML de Teresina  (Foto: Gustavo Almeida/G1) Geladeiras sofreram pane no IML de Teresina  (Foto: Gustavo Almeida/G1)

A funcionária pública Heloísa Helena teve de enfrentar essa situação no mês passado. O caseiro de seu sítio morreu atropelado na BR 343, no dia 22 de dezembro de 2017. Dois dias depois, quando foi ajudar a família a tirar o corpo do IML, tomou um susto. “Corpos jogados fora da câmara e sem conservação. Não só o do Antônio, tinha outros corpos, em estado avançado de decomposição. muito mau cheiro. Antônio não foi velado, foi envolto no plástico preto, colocado na urna e levado direto para o cemitério”, relembra Heloísa.

Pane na geladeira e outros problemas estruturais não são novidades no IML, segundo o sindicato. No ano passado, a Secretaria de Segurança Pública teve que fazer mutirão para liberar 28 corpos para velório e sepultamento pelos familiares.

Resposta

O Diretor da Polícia Técnico Científica do Piauí, Antônio Nunes, afirma que não está conseguindo enterrar os corpos por que desde que o Tribunal de Contas do Estado tirou da Secretaria de Assistência Social e passou para a prefeitura a responsabilidade pelo sepultamento de corpos não identificados, os enterros têm sido feitos com dificuldades, e os caixões não têm sido repassados. Segundo Antônio Nunes, o TCE já foi informado do problema.

O secretário executivo da Semcaspi (Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas), Carlos Rocha, afirma que a Prefeitura de Teresina tem cumprido regularmente o que determina a lei, e passado a verba para os sepultamentos. A dificuldade estaria nos corpos de pessoas de outras cidades, que não são de responsabilidade de prefeitura.

já a Secretaria de Segurança Pública informa que pretende realizar um concurso para o preenchimento de 40 vagas e assim atender a demanda da Polícia Civil.

Foto: Gustavo Almeida/G1

Veja também
Prefeito e vice
Vereadores
Mais lidas da semana
Empresas destaques
© Copyright 2018 - Portal Estado Piauí - Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium