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18 de novembro de 2018

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Postada em 01/12/2017 ás 09h12 - atualizada em 01/12/2017 ás 09h59
Violência Contra a Mulher A Sociedade Precisa Denunciar Não se Cale
A Sociedade Precisa Denunciar Não se Cale

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Fonte: Portal de olho

Violência Contra a Mulher     A Sociedade Precisa Denunciar Não se Cale

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Câmara Municipal de Campo Maior uma audiência pública que discutiu o enfrentamento à violência contra a mulher.

Com participação de vários setores da sociedade, a audiência foi aberta pelo presidente do poder legislativo, vereador Fernando Miranda (PT) e ministrada pela delegada do Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil do Piauí, Anamelk Cadena e pela Delegada da 5ª Delegacia Regional de Campo Maior, Camila Miranda, com participação do comandante do 15ª Batalhão de Policia Militar, Major Etevaldo Silva. A ação teve o intuito de maximizar as políticas voltadas à segurança social da vítimas de violência doméstica e promover uma discussão entre autoridades e público para atentar a sociedade para as novas medidas de proteção contra a mulher.

Entre as medidas debatidas está o fortalecimento do ativismo de Patrulhamento Maria da Penha. De acordo com a delegada Camila Miranda, essa medida, que já vem sendo realizada em Campo Maior, visa constituir um acompanhamento nas residências das  vítimas, onde agentes policiais adentram no ambiente familiar para averiguar se a medida protetiva está sendo respeitada pelo agressor  – ” Essa nova metodologia  ativista permite mais segurança para mulheres que já foram vítimas. As constantes visitas permitem uma maior rigidez na fiscalização com intenção de evitar novas agressões” contou.

Em dados apurados pelo Núcleo de Feminicídio do Piauí, consta que maioria das reincidências dos crimes acontecem por falta de denúncia e são praticados  dentro do âmbito familiar. Em sua explanação, a delegada Anamelk destacou a importância de otimizar os mecanismos de denúncias para que as autoridades policiais e órgãos de proteções sejam informados e acionados – ” Temos que nos imbuir desse propósito de fazer a denuncia para que não haja um novo protagonismo de violência. Muitas das vezes, por medo ou por falta de estrutura emocional, a vítima termina por não fazer a queixa crime contra agressor, que quase sempre volta a praticar o ato de violência”, explicou

Em curto prazo, são estas as medidas adotados para minimizar os casos de violência. Mas para o Núcleo de Femicídio da Polícia, a conscientização e reeducação familiar associada a políticas públicas, mesmo que construídas a médio ou longo prazo, é caminho mais adequado no enfrentamento à violência contra a mulher na sociedade.

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