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Postada em 05/01/2018 ás 21h31
Polícia Civil conclui e encaminha inquérito da morte de Emily ao Judiciário
Policiais foram indiciados por homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual.

Publicada por: Neto Pereira

Fonte: Noticias Net Piaui

Polícia Civil conclui e encaminha inquérito da morte de Emily ao Judiciário

Imagem Divulgação (Crédito: Divulgação)

A Polícia Civil do Piauí concluiu e encaminhou, na manhã desta sexta-feira (05/01), o inquérito policial que investiga a morte da menina Emily Caetano da Costa, de nove anos. Emily foi morta durante uma abordagem policial na avenida João XXIII, zona leste de Teresina, na madrugada do dia 26 de dezembro.

A informação foi confirmada pelo delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador da Delegacia de Homicídios, o qual afirma que o soldado Aldo Luís Barbosa Dornel e o cabo Francisco Venício Alves foram indiciados por homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual.

“O inquérito já foi concluído e levado ao Poder Judiciário na manhã de hoje. Depois será encaminhado para o Ministério Público”, afirma o delegado.

O delegado comentou ainda o fato da Corregedoria da Polícia Militar ter negado ao soldado Aldo Luís Barbosa Dornel e ao cabo Francisco Venício Alves de prestarem depoimento à Polícia Militar.

“Enviamos ofícios para que os policiais prestassem depoimento e foram negados. O corregedor disse que por determinação do comandante-geral da PM deixava de atender a nossa solicitação”, disse Baretta.

Ao inquérito policial foram acrescentados o depoimento de 11 testemunhas, das vítimas Daiane Félix Caetano e Evandro da Silva Costa. Além de provas materiais, resultados de exames de corpo de delito, e relatórios.

Entenda o caso

Emily Caetano da Costa foi morta durante uma abordagem policial na Avenida João XXIII, zona leste de Teresina, na madrugada do dia 26 de dezembro. A menina, de apenas nove anos, chegou a ser socorrida, mas faleceu pouco tempo depois.

Os pais da criança Evandro da Silva Costa e Daiane Caetano também foram atingidos, sendo que Evandro perdeu parte da audição. De acordo com a coronel Elza Rodrigues, a viatura da Polícia Militar recebeu uma denúncia de que uma dupla em um veículo Renault modelo Clio havia praticado um assalto.

“A viatura estava em rondas na avenida quando recebeu a denúncia e viu o veículo suspeito, deu ordem de parar e o mesmo aumentou a velocidade. Com isso, os policiais efetuaram disparos contra o carro e acabou atingindo os ocupantes”, disse a coronel.

Emily Caetano da Costa teve a costela e o tórax perfurados pelos disparos de arma de fogo. A menina faleceu no Hospital de Urgências de Teresina (HUT), às 05h45min. Daiane Caetano foi socorrida e recebeu alta pouco tempo depois. O pai da criança Evandro da Silva Costa passou seis dias internado. Ele deixou o hospital com uma bala alojada no crânio, próximo ao ouvido e perdeu parte da audição.

Prisão

O juiz José Olindo Gil Barbosa decretou a prisão preventiva dos policiais militares envolvidos na morte da criança Emily Caetano da Costa, de apenas nove anos, durante abordagem, na zona leste de Teresina, no dia 26 de dezembro. Os militares Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves estão detidos desde o delito.

O juiz José Olindo Gil Barbosa destacou que o policial Aldo Luís Barbosa Dornel responde a processo criminal ocorrido no dia 09 de julho de 2016 pela suposta prática do crime de lesão corporal. Por isso, “a paz e a tranquilidade serão abaladas, caso não seja recolhido à prisão, tendo ainda estreita vinculação com a periculosidade e o risco trará a sociedade se permanecer em liberdade”.

O desembargador Edvaldo Moura, do Tribunal de Justiça do Piauí, fundamentou, no sábado (30/12), a decisão tomada na sexta-feira (29) que indeferiu o pedido de liberdade dos dois policiais militares. Os dois PMs estão em presídio militar.

Portaria

A portaria assinada no dia 26 de dezembro de 2017, pelo comandante da Polícia Militar coronel Carlos Augusto tem gerado polêmica e controvérsias. A portaria é considerada pela Ordem dos Advogados do Brasil-Piauí ilegal por determinar que os crimes militares sejam de jurisdição da PM/PI (indo assim de encontro ao que estabelece a Lei n° 13.491/17).

O coronel Carlos Augusto afirma que a assinatura da portaria no dia 26 de dezembro não foi coincidência com o caso da menina Emily Caetano.

“A assinatura dessa portaria não foi coincidência com o caso da menina Emily, e não tem nenhuma relação com o caso. A portaria era pra ser assinada desde o inicio de dezembro. É preciso deixar claro que diferente do que estar sendo divulgado o objetivo dessa portaria é tomar todas as providências possíveis. Mas, é preciso lembrar também que, o crime militar não será julgado por nós, primeiro não julgamos nem através de uma portaria”, explica coronel Carlos Augusto.

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